A Formiga

sábado, 26 de janeiro de 2008




Bom,hoje eu vi no quintal de casa uma formiga carregando outra formiga... Isso é bobo,mas eu nunca havia visto nada igual... Vi também,esses dias,um bando de formigas carregando folhas coloridas na calçada,vermelhas e amarelas... Formigas gigantes carregando as folhas e outro grupo carregando uma casca inteira de banana! Fiquei bobo! E como eu sei que a Duda ama formigas,fiz esse poeminha aqui (descartável como sempre),e sem nenhuma técnica ou algo parecido,quer dizer,sob pura inspiração (e impulso)... E poema de pouquíssima ou nula arte,já que eu quis fazê-lo sem rimas,sem sonoridade,apenas falando sobre a formiga... também porque sei que,embora a Duda goste também de ler,poemas,contos,etc,ela não é muito melosa e é bastante prática... Lá vai:

A Formiga:
A formiga é minúscula.
Cabe em qualquer ladinho,em qualquer cantinho,
em qualquer desvão.
Cabe em qualquer centímentro,qualquer milímetro,
de qualquer chão.
Mas para falar de uma formiga,
não posso usar apenas uma palavra
ou um verso de poema.
Preciso até pensar.
Há formigas em qualquer lugar do mundo,
e houve formigas em todas as épocas.
Hoje elas passam pelas paredes e pelos pés e pelas mãos,
mas já passaram ao lado dos gigantes dinossauros.
Na formiga cabe o medo,a precaução,a coragem.
Ela carrega as folhas e os grãos que encontra pelo caminho,
carrega sozinha o grão de seu tamanho,a folha ainda
maior.
Na formiga cabe compaixão.
Ela carrega a outra formiga.
Não minto: eu vi.
Ao invés de pegar uma folha que lhe alimentaria,
carregava uma formiga.
Na formiga cabe uma sabedoria estranha.
A formiga é minúscula mas sabe que se não correr,morre
Se não carregar folhas,morre
Se não carregar a outra formiga,esta irá morrer.
As formigas não cabem em uma palavra:
Formiga é mais que dedicação.
As formigas não cabem em um verso:
Não pode-se dizer apenas:
"A formiga carrega a outra formiga".
Carrega a folha,o grão,muito mais.
A formiga vive: Carrega consigo a vida e seu mistério.
As formigas não cabem em um poema,
são mais do que se possa pensar e escrever.
As formigas minúsculas cabem no mundo
e seus vãos,
mas o mundo e os seus vãos
também não cabem nos poemas.

Que entre Paulo Moska,e nos fale sobre o amor...

"Não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento, relações de dependência e submissão. Paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com amor, chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado. Mas é exatamente o oposto. Para mim, que o amor se manifesta. A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado. O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita, o amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?Minha resposta? O amor é o desconhecido.Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre o desconhecido, a força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação, o amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante.A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta, ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos e nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim. Não, não podemos subestimar o amor. Não podemos castrá-lo.

O amor não é orgânico. Não é meu coração que sente o amor, é a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas, o amor brilha. Como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, o amor grita seu silêncio e nos dá sua música. Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do amor, se estivermos também a devorá-lo.O amor eu não conheço. E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o amor a navega. Morrer de amor é a substância de que a Vida é feita. Ou melhor, só se Vive no amor. E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto."("Vênus" - Paulo Moska)

:S

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Obrigado à Duda por ter me ajudado com as configurações,porque eu realmente não conseguiria ajeitar esse troço aqui sozinho! Preciso sempre de um amigo entendido no assunto que venha ajudar! :P
Bom,eu estou especialmente podre e sem muita coisa pra postar hoje,primeiro post,coisas assim... Tá um porre aqui em casa,e o irmãozito acabou de chegar pra contar como foi o "circo" :)

Amanhã eu juro que posto qualquer coisa nem que seja bosta... mas que não seja isto! Espionagem à vontade enquanto eu não estiver aqui. (parolagem hiperdescartável essa :D)

Té +,
e Alice e Anabel,blog já,criaturas... Haha